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Sobre a música "Depois que o Ilê passar"

*Por: Pedro Henrique Rodrigues Alpoim


"Depois que o Ilê passar" é uma música do gênero samba-reggae, composta por Miltão, em homenagem ao bloco afro Ilê Ayiê, do bairro Curuzu, em Salvador. Caetano Veloso também cantou essa música; para ouvir na voz dele, basta clicar na imagem abaixo:


"Depois que o Ilê passar" apresenta uma melodia cativante e uma instrumentação bem equilibrada, criando uma atmosfera envolvente desde o início. A voz do cantor, Caetano Veloso, é expressiva e emotiva, transmitindo bem a mensagem da música.

Quanto à letra, não ficaram muito claras, para mim, as intenções dos sentimentos passados na música como, por exemplo, o primeiro verso da música: “me pegue agora, me dê um beijo gostoso” que, sinceramente, ficou com um ar de conotação sexual, o que é estranho para músicas como essas, porque muitas das músicas de samba-reggae não priorizam esse tipo de conteúdo; as bandas ou os compositores priorizam mais  outro tipo de letras em suas músicas.

A letra poderia explorar mais profundamente os temas abordados, oferecendo camadas adicionais de significado para enriquecer a experiência auditiva. Além disso, algumas partes da música poderiam beneficiar-se de uma maior variação melódica para manter o interesse ao longo do tempo.

No geral, é uma composição promissora que poderia ser aprimorada com um pouco mais de desenvolvimento lírico e musical. 

Guia Lopes fez seu primeiro simpósio

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Nos dias 26, 27, 28 e 29 de novembro, a Escola Estadual Guia Lopes realizou o seu primeiro simpósio, em Humanidades e Ciências Sociais, com o tema Pós-Modernismo e Suas Transformações. Esse simpósio foi para os alunos do Ensino Médio, mas os alunos do 9oano também foram assistir. Também teve momentos em que 7o. e 8o. ano assistiram. Um simpósio é um evento em que as pessoas se reúnem para apresentar trabalhos e discutir temas dentro de um assunto em comum. Este, foi organizado pelos professores Reygson Max Parreiras e Fernanda Torres.

O professor Reygson Max disse que o propósito do evento foi "fomentar o interesse dos alunos pelas Humanidades e Ciências Sociais, além de desenvolver habilidades como a argumentação, o pensamento crítico e a oratória".

O primeiro dia começou com um agradecimento e informes de como seriam as palestras e apresentações. Racismo, estereótipos, estigmas, e estatísticas foram os assuntos desse primeiro dia. O professor Reygson Max, que, além de organizador, também foi palestrante, falou sobre a cultura do cancelamento, um fenômeno social que se manifesta principalmente nas redes sociais. Depois de um momento de discussão, foi a vez da apresentação do trabalho do aluno Pedro Gabriel Augusto Gonçalves de Araújo, sobre racismo estrutural. No final do dia, foi oferecido aos participantes um coffee break, com coxinha, empada, leite, bolo, uva, bolinho de queijo, café, sucos e outras gulousemas. Nos dias que vieram depois, os alunos assistiram a muitas palestras sobre assuntos contemporâneos.


A professora Raquel Araújo Teixeira, que fez a palestra A literatura como espelho da sociedade: reflexões e implicações, disse que sua fala foi uma "contextualização entre literatura, artes e momento histórico vivido pela sociedade" e que "reafirmou o trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo".  Já a professora Renata Mena Barreto, que fez a palestra A influência das redes sociais na imagem corporal e atividade física, entende que o simpósio foi de grande importância, "com temas bem pertinentes e, na maior parte, de grande interesse aos alunos em geral".

"A organização do evento envolveu um planejamento coletivo entre professores e alunos, com a definição de temas e formatos para as apresentações. Optamos por uma estrutura simples e direta, composta por palestras curtas e momentos dedicados a perguntas e discussões, buscando garantir a participação ativa de todos os envolvidos.", disse o professor Reygson Max. "No entanto, foi lamentável que muitos alunos e professores não puderam participar com os temas que haviam proposto, o que demonstrou a necessidade de rever a estrutura ou ampliar as possibilidades de contribuição em futuras edições." Apesar disso, o saldo final, no geral, foi positivo; o professor avalia que o simpósio foi "uma experiência desafiadora, mas extremamente gratificante."


A professora Renata Barreto falou sobre redes
sociais e culturas do corpo





Os professores Ariston Mike e Cristiane Rosenbaum
falaram sobre o pós-pandemia




O professor Everaldo José e a aluna Luana Marques
falaram sobre a Lei Maria da Penha




Sobre a música "O mundo é um moinho"

*Por: Ana Julia Alves Guimarães e Arthur Passos de Araujo


"O mundo é um moinho" é uma música de Cartola. Ele foi um dos últimos artistas do gênero samba-canção. Essa música foi gravada pela primeira vez por ele, em 1976. Depois disso, foi regravada por muitos outros sambistas, como Beth Carvalho. Para ouvir a música na voz dela, basta clicar na imagem abaixo:


Nessa música, ouvimos alguns instrumentos que trazem nostalgia e muito sentimento; também podemos perceber que ela expressa sentimentos de pessoas que nem sempre conseguem demonstrar.

Na letra, ouvimos sobre alguém que deu errado no amor, alguém que cava o abismo com os próprios pés, ou seja, a pessoa que entristece a si mesma. Também podemos perceber que mesmo a tal pessoa se fazendo de forte por fora, ela é frágil por dentro. Podemos perceber que a situação é uma pessoa que é calejada no amor, uma pessoa que não aguenta mais aquele amor, mas se mantém ali.


Quem quer ter aula na informática?



As salas de informática ou laboratórios de informática – ou apenas "informática", no uso coloquial – são um avanço no sentido de integrar as escolas na cultura digital. Ariston Mike Ferreira Galdino, supervisor aqui da escola Guia Lopes, diz que "por meio da sala de informática, acessamos a internet, usamos recursos de mídia, aprendemos o letramento digital tanto cobrado no mercado de trabalho, e, ainda, ajudamos os que não tem condições de pagar um curso particular." Aqui na Guia Lopes, chegaram novos computadores há pouco tempo. Computadores mais atuais, melhores, que funcionam bem. Por causa disso, podemos dizer que, em 2024, foi inaugurada, de novo, a sala de informática desta escola. Foi mesmo uma grande mudança, e positiva; inclusive, o  supervisor Ariston Mike também diz que  foi graças à sala de informática que tivemos a oportunidade de ter uma sala de descanso.

Nós, da equipe do Guia News, frente a essa inovação que começou este ano, realizamos uma enquete com os alunos sobre suas impressões a respeito da sala de informática. Responderam à enquete um total de 30 alunos do Ensino Fundamental II e 17 alunos do Ensino Médio.

Abaixo, deixamos os resultados dessa enquete.



O valor da inclusão digital


*Por: Anderson Rodrigues Costa


Imagem: FioCruz Virtual
(campusvirtual.fiocruz.br)

Podemos notar que a inclusão digital abre diversas portas de oportunidade de emprego na sociedade, também com grande importância no mundo da comunicação à distância. Além disso, é importante, hoje, para a educação e para a saúde.

A inclusão digital abrange diversos benefícios para as pessoas, como, por exemplo, nas áreas da saúde, auxiliando pesquisas e tratamentos de doenças. Outro exemplo são os nossos celulares, que possuem essa tecnologia num mundo quase infinito de conhecimento e inovação, com diversos conteúdos, além de aplicativos de assistência para pessoas com problemas ou com deficiências.

Para a inclusão digital acontecer, precisa-se de três instrumentos simples, que são: dispositivos para a conexão, acesso à rede e o conhecimento necessário para uso. Com isso em mãos, basta usufruir dos benefícios.

A inclusão digital deve ser uma preocupação de cada órgão governamental. É emergente e indispensável, nos dias de hoje, que os governos realizem a implementação e a integração de infraestrutura de conectividade para fins educacionais e de saúde, com uma rede de internet de qualidade suficiente para cada escola, cada posto e cada cidadão.



Entrevista com Grazielle

Grazielle de Paula Torquetti é uma das supervisoras da Escola Estadual Guia Lopes, designada para o cargo desde 24/04/2024. Admirada por muitos alunos, ela acha que esses mesmos alunos é que são a maior vantagem de seu trabalho. Confira, abaixo, o que ela diz a respeito de sua carreira e de sua experiência aqui na escola Guia Lopes.


*Fotografia cedida pela entrevistada

Guia News: Quando e como começou o seu interesse pela Educação?

Grazielle: Começou quando estava sofrendo bullying por ser muito magra e fui ajudada por uma supervisora e, desde então, eu quis ser como ela, essa supervisora. 


Guia News: Por que a pedagogia se destacou na sua vida? 

Grazielle: Quando eu comecei a fazer pedagogia, tive interesse pelos processos de  aprendizagem e gosto da ideia de trabalhar 4 horas e meia por dia, porém, o primeiro curso foi de administração, durante dois períodos e tranquei porque acho que não combinava comigo.


Guia News: Quais as vantagens e desvantagens atuais do seu trabalho?

Grazielle: Os alunos são a vantagem, a convivência com os alunos. A desvantagem é o sistema, que não quer que evoluamos e aprendemos.


Guia News: Essa é a sua primeira experiência como supervisora?

Grazielle: Não, eu tenho um ano e dois meses trabalhando como supervisora e já estou há 5 anos na profissão e não sou efetiva.


Guia News: Qual a sua opinião sobre esta escola?

Grazielle: Não existe organização perfeita e não existe algo perfeito eu gosto da ideia das escolas em tempo integral, embora tenha dificuldades, eu acredito que vocês vão ter algo que ninguém vai conseguir tirar.


Guia News: Você mudaria algo aqui na escola? O quê?

Grazielle: Estrutura, gostaria de fazer reformas na quadra, no pátio, teria mais coisas de lazer como salas de jogos. Eu acredito muito no trabalho dos professores, eu gostaria que os alunos tivessem mais engajamento.


Guia News: O que você acha da educação dos alunos da escola? 

Grazielle: Pode melhorar. Acredito que a comunicação é em pouco violenta e que o vocabulário podia melhorar.


Guia News: Você concorda com o tipo de ensino que os alunos recebem?

Grazielle: Eu vejo que tem a parte teórica e prática, eu confio no trabalho dos professores, eu acredito.


Guia News: O que você acrescentaria nos eventos escolares?

Grazielle: Comida, brincadeiras, brinquedos, infláveis e atrações externas.


Guia News: Você gosta do seu ambiente de trabalho?

Grazielle: Eu amo meu ambiente; embora seja estressante, não me vejo em outro local.


Guia News: Como você enxerga o futuro dos alunos desta escola, hoje?

Grazielle: Eu acredito que os alunos terão sucesso na vida. Eu não tenho sucesso se vocês não tiverem sucesso na vida de vocês. 

Horários de aula não mudam em 2025



No ano que vem, os horários de aulas da escola Guia Lopes não mudarão. O horário regular de aulas continuará de 7:00 às 15:45, com intervalos às 9:30, 12:15 e lanche às 15:45. Segundo a diretora, Eliana Maria Pereira de Avelar Leite, apenas o Ensino Médio aumentará a carga horária em aulas importantes. A diretora ainda informa que a educação em tempo integral é uma tendência no estado de Minas Gerais e, em alguns anos, as escolas estaduais só terão aulas no diurno (manhã e tarde juntas) e no noturno.

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